Exportação de carne aumenta, sauditas e chineses compram mais

Brasil aumentou vendas internacionais de carne bovina nos dez primeiros meses do ano. China alavancou aumento, mas sauditas e norte-americanos também compraram mais.

 09/11/2020  75

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Isaura Daniel
isaura.daniel@anba.com.br

São Paulo – Apesar da queda em outubro, a exportação brasileira de carne bovina registrou aumento no acumulado dos dez primeiros meses deste ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (09) pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A Arábia Saudita, a China e os Estados Unidos estão entre os países que aumentaram as compras.

De janeiro a outubro, a exportação de carne bovina somou 1,6 milhão de toneladas, com receita de US$ 6,8 bilhões. Houve aumento de 9% no volume e de 16% no valor sobre o mesmo período de 2019. Em outubro individualmente foi registrada queda de 4% em volume e de 8% em receita sobre igual mês do ano passado, com 189,5 mil toneladas e US$ 790 milhões, respectivamente.

A China alavancou o crescimento no ano, com aumento de 106% na quantidade comprada.  Até outubro, as importações chinesas somaram 948,1 mil toneladas, com receita de US$ 4 bilhões. O país respondeu por mais da metade das importações da carne bovina brasileira. O segundo maior comprador foi o Egito, com 113.304 toneladas, mas o país comprou volume 27,4% menor.

O Chile foi o terceiro maior importador, com 71,5 mil toneladas e queda de 25,6%, a Rússia ficou na quarta posição, com 51,2 mil toneladas e redução de 16%, e os Estados Unidos em quinto lugar, com 48,7 mil toneladas e crescimento de 52,3 %. A Arábia Saudita comprou 0,3% mais, com 35,4 mil toneladas, e os Emirados importaram 33,8 mil toneladas, queda de 49% sobre outubro de 2019.

Fonte: Anba

Jornalista por formação, Professora de Inglês (TEFL, Teaching English as a Foreigner Language). Estudou Media Studies na Goldsmiths University Of London e tem vasta experiência como Jornalista da área internacional, tradutora e professora de Inglês. Poliglota, já acompanhou a visita de vários presidentes estrangeiros ao Brasil. Morou e trabalhou 15 anos fora do país.