Na última semana, os astronautas da missão Shenzhou-21 conduziram novos experimentos científicos e médicos a bordo da estação espacial chinesa Tiangong. As pesquisas ocorreram em órbita e envolveram estudos voltados à medicina espacial e à física em ambiente de microgravidade.

Entre os principais objetivos das atividades está compreender como o corpo humano reage a longos períodos no espaço, especialmente no que diz respeito ao funcionamento do cérebro e às mudanças fisiológicas causadas pela ausência de gravidade. Para isso, os tripulantes realizaram testes cognitivos e experimentos voltados à análise da interação entre humanos e sistemas automatizados em missões espaciais.

Os astronautas também utilizaram equipamentos científicos para investigar como o cérebro interpreta o ambiente físico em condições de microgravidade. Além disso, exames com eletroencefalograma (EEG) foram feitos para registrar a atividade elétrica cerebral e coletar dados que ajudarão pesquisadores a entender alterações cognitivas e emocionais durante missões espaciais prolongadas.

Outro experimento relevante envolveu o uso de um espectrômetro Raman espacial, tecnologia capaz de identificar a composição molecular de substâncias. Com ele, foram analisadas amostras metabólicas, o que permitirá aprimorar métodos de monitoramento da saúde de astronautas em órbita.

Além das pesquisas, a equipe realizou atividades de manutenção em equipamentos científicos instalados na estação, como módulos voltados ao estudo da combustão e da física de fluidos. Os tripulantes também passaram por avaliações médicas de rotina, incluindo testes cardiopulmonares, medição da pressão intraocular e exames oftalmológicos para acompanhar os efeitos do ambiente espacial no organismo.

A missão Shenzhou-21 foi lançada em 31 de outubro de 2025 a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, na China, e integra o programa de pesquisas científicas conduzidas na estação Tiangong, que funciona como um laboratório orbital para estudos em diversas áreas da ciência